Que falem os fósseis
Que falem os fósseis

Que falem os fósseis

OS FÓSSEIS são os restos de formas antigas de vida, preservados na crosta terrestre. Podem ser esqueletos completos, ou partes deles, tais como ossos, dentes ou conchas. Um fóssil também pode apresentar certos vestígios da atividade daquilo que antes era vivo, tal como uma impressão ou rastro. Muitos fósseis não mais contêm seu material original, mas constituem-se de depósitos minerais neles infiltrados e que assumiram sua forma.

Por que os fósseis são importantes para a evolução? O geneticista G. L. Stebbins comentou um dos motivos principais: “Nenhum biólogo realmente viu a origem, por evolução, de um grupo principal de organismos.” Assim, não se observam as atuais coisas vivas na Terra evoluindo em outras coisas. Antes, são todas completas e distintas de outros tipos. Como observou o geneticista Theodosius Dobzhansky: “O mundo vivo não é uma única coleção . . . conectada por uma série ininterrupta de formas intermediárias.” E Charles Darwin admitiu: “Uma [contestação] que constitui uma dificuldade evidente, é a distinção bem nítida das formas [vivas] específicas, e a ausência de inumeráveis elos de transição que os liguem entre si.”

Assim, as distintas variedades de coisas agora vivas não dão apoio algum à teoria da evolução. É por isso que os fósseis se tornaram tão importantes. Julgava-se que, pelo menos, os fósseis fornecessem a confirmação de que carecia a teoria da evolução.

O Que Esperar

Caso a evolução fosse factual, a evidência fóssil certamente revelaria a mudança gradual de uma espécie de vida em outra. E isso teria de dar-se, sem considerar que variedade da teoria de evolução se aceita. Mesmo os cientistas que crêem nas mudanças mais rápidas associadas com a teoria do “equilíbrio pontuado” admitem que ainda teriam passado muitos milhares de anos em que supostamente ocorreram tais mudanças. Assim, não é razoável crer que não haveria necessidade alguma de fósseis de ligação.

Também, caso a evolução fosse factualmente respaldada, seria de esperar que os fósseis revelassem o início de novas estruturas nas coisas vivas. Deveria haver, pelo menos, alguns fósseis com braços, pernas, asas, olhos, e outros ossos e órgãos em desenvolvimento. Por exemplo, deveria haver barbatanas de peixes transformando-se em patas anfíbias, dotadas de pés e artelhos, e guelras transformando-se em pulmões. Deveria haver répteis com membros dianteiros transformando-se em asas de aves, com membros traseiros transformando-se em pernas dotadas de garras, com escamas transformando-se em penas, e com bocas transformando-se em bicos córneos.

Neste respeito, a revista inglesa New Scientist (Novo Cientista) afirma sobre tal teoria: “Ela prediz que uma documentação fóssil completa consistiria em linhagens de organismos que mostrassem contínua mudança gradual, por longos períodos de tempo.” Como o próprio Darwin asseverou: “O número de variedades intermediárias, que outrora existiram, [tem de ser] notável.”

Por outro lado, caso seja factual o relato de Gênesis sobre a criação, então os fósseis não apresentariam um tipo de vida transformando-se em outro. Refletiriam a declaração de Gênesis de que cada tipo diferente de coisa viva só se reproduziria “segundo a sua espécie”. (Gênesis 1:11, 12, 21, 24, 25) Também, caso as coisas vivas tenham vindo a existir por um ato criativo, não haveria ossos ou órgãos parciais, incompletos, nos fósseis. Todos os fósseis seriam completos e imensamente complexos, como são as atuais coisas vivas.

Ademais, caso as coisas vivas fossem criadas, seria de esperar que aparecessem subitamente nos fósseis, sem conexão alguma com qualquer coisa anterior a elas. E, uma vez comprovada a veracidade disto, que dizer? Darwin admitiu francamente: “Se espécies numerosas . . . tivessem realmente surgido bruscamente, este fato derrubaria a teoria da evolução.”

Quão Completa É a Documentação?

Não obstante, é a documentação fóssil bastante completa para se fazer um teste justo de se apóia a criação ou a evolução? Há mais de um século, Darwin não julgava que o fosse. O que havia de “errado” com os fósseis no tempo dele? Não continham os elos de transição exigidos em apoio de sua teoria. Esta situação o moveu a afirmar: “Portanto, por que não regurgita de formas intermediárias cada formação geológica, em cada camada das que a compõem? A geologia não revela seguramente uma série orgânica bem graduada, e nisto é, talvez, que consiste a objeção mais séria que se pode opor à minha teoria.”

Os fósseis nos dias de Darwin também o desapontaram de ainda outro modo. Explicou: “Muitos paleontólogos . . . salientaram a aparição súbita de grupos inteiros de espécies em determinadas formações como um fato inconciliável com a teoria da transformação [das espécies].” Acrescentou: “Há uma outra dificuldade semelhante, porém muito mais séria. Quero falar da aparição repentina de espécies pertencendo às divisões principais do reino animal nas rochas fossilíferas mais antigas que se conhecem. . . . Por enquanto o problema permanece inexplicado, insolúvel, e pode continuar a servir de sério argumento contra os pareceres [evolucionistas] emitidos aqui.”

Darwin tentou explicar estes avassaladores problemas por atacar os fósseis. Disse: “Considero os arquivos geológicos . . . como uma história do globo incompletamente conservada, escrita num dialeto sempre modificado [“imperfeitos em extremo grau”, original em inglês].” Ele e outros presumiram que, à medida que o tempo passasse, encontrar-se-iam com certeza os elos fósseis que faltavam.

Atualmente, depois de mais de um século de extensivas escavações, vieram a lume amplas quantidades de fósseis. Ainda permanecem “imperfeitos”? Comenta o livro Processes of Organic Evolution (Processos da Evolução Orgânica): “A documentação de formas passadas de vida é agora extensiva e constantemente aumenta em riqueza à medida que os paleontólogos descobrem, descrevem e comparam novos fósseis.” E Porter Kier, cientista do Instituto Smithsoniano (EUA) acrescenta: “Há cem milhões de fósseis, todos catalogados e identificados, nos museus ao redor do mundo.” Assim, a obra A Guide to Earth History (Guia Para a História da Terra), declara: “Com o auxílio dos fósseis, os paleontólogos podem agora fornecer-nos excelente quadro da vida nas eras antigas.”

Após todo esse tempo, e a coleta de milhões de fósseis, o que diz agora a documentação fóssil? O evolucionista Steven Stanley declara que tais fósseis “revelam novas e surpreendentes coisas a respeito de nossas origens biológicas”. O livro A View of Life (Uma Visão da Vida), escrito por três evolucionistas, adiciona: “Os fósseis estão repletos de tendências que os paleontólogos não conseguem explicar.” O que é que tais cientistas evolucionistas têm achado tão ‘surpreendente’ e que “não conseguem explicar”?

O que tem confundido tais cientistas é que a maciça evidência fóssil agora disponível revela a mesmíssima coisa que revelava nos dias de Darwin: As espécies básicas das coisas vivas apareceram subitamente, e não sofreram consideráveis mudanças por longos períodos de tempo. Não foram encontrados quaisquer elos transicionais entre uma e outra espécie principal das coisas vivas. Assim, o que os fósseis afirmam é justamente o oposto do que se esperava.

O botânico sueco, Heribert Nilsson, descreveu a situação do seguinte modo, após 40 anos de suas próprias pesquisas: “Não é sequer possível fazer uma caricatura duma evolução, à base de fatos paleobiológicos. O material fóssil é agora tão completo que . . . a falta de séries transicionais não pode ser explicada por se lançar a culpa na escassez de material. As deficiências são reais; jamais serão supridas.”
A Vida Surge Subitamente

Examinemos mais de perto a evidência. Em seu livro Red Giants and White Dwarfs (As Gigantes Vermelhas e as Anãs Brancas), Robert Jastrow declara: “Em dado momento, no primeiro bilhão de anos, a vida surgiu na superfície da Terra. Lentamente, como indicam os fósseis, organismos vivos galgaram a escada, partindo de formas simples para as mais avançadas.” Com base nesta descrição, seria de esperar que os fósseis comprovassem lenta evolução das primeiras formas “simples” de vida para as complexas. Todavia, o mesmo livro afirma: “O primeiro bilhão crítico de anos, em que a vida começou, é constituído de páginas em branco na história da Terra.”

Também, podem aqueles primeiros tipos de vida ser verdadeiramente chamados de “simples”? “Remontando ao tempo da idade das rochas mais antigas”, afirma a obra Evolution From Space (A Evolução Proveniente do Espaço), “os restos fósseis de antigas formas de vida descobertas nas rochas não revelam um princípio simples. Embora talvez desejemos pensar nas bactérias fósseis e nas algas fósseis e nos microfungos como simples, em comparação com um cachorro ou um cavalo, o padrão de informações permanece muitíssimo elevado. A maior parte da complexidade bioquímica da vida já estava presente na época formativa das mais antigas rochas da superfície da Terra”.

Partindo desse começo, pode-se encontrar qualquer evidência que comprove que organismos unicelulares evoluíram em pluricelulares? “Os fósseis não contêm vestígio algum destes estágios preliminares no desenvolvimento de organismos pluricelulares”, afirma Jastrow. Em vez disso, ele declara: “A documentação das rochas contém muito pouca coisa, além de bactérias e plantas unicelulares, até que, há cerca de um bilhão de anos — depois de cerca de três bilhões de anos de progresso invisível — ocorreu um grande passo à frente. Surgiram na Terra as primeiras criaturas pluricelulares.”

Assim, no início do chamado período cambriano, os fósseis dão uma inexplicada virada dramática. Aparece tão subitamente grande variedade de criaturas marinhas plenamente desenvolvidas e complexas — muitas dispondo de conchas externas endurecidas — que tal período é muitas vezes chamado de “a explosão” dos seres vivos. Descreve-o A View of Life: “Começando na base do período cambriano, e estendendo-se por cerca de 10 milhões de anos, todos os principais grupos de invertebrados dotados de esqueletos surgiram pela primeira vez, no aparecimento diversificado mais espetacular que já foi registrado em nosso planeta.” Apareceram caramujos, esponjas, estrelas-do-mar, animais parecidos com a lagosta, chamados trilobitas, e muitas outras criaturas marinhas complexas. É interessante que o mesmo livro observa: “Alguns trilobitas já extintos, com efeito, desenvolveram olhos mais complexos e eficientes do que os possuídos por qualquer artrópode vivo.”

Existem vínculos fósseis entre esta explosão de vida e o que havia antes dela? Na época de Darwin, tais vínculos não existiam. Admitiu ele: “Por que não localizamos depósitos ricos em fósseis pertencentes a esses períodos primitivos anteriores à era cambriana? Eis uma pergunta para a qual não posso dar uma resposta convincente.” Atualmente, será que a situação mudou? O paleontólogo Alfred S. Romer comentou a declaração de Darwin sobre “a aparição súbita de grupos inteiros de espécies” e escreveu: “Abaixo deste [o período cambriano], há vastas camadas de sedimentos em que se poderia esperar que houvesse progenitores das formas cambrianas. Mas não os encontramos; estes leitos mais antigos são quase desprovidos de evidência de vida, e pode-se razoavelmente dizer que o quadro geral é coerente com a idéia da criação especial no começo da época cambriana. ‘Por que não localizamos depósitos ricos em fósseis pertencentes a esses períodos primitivos anteriores à era cambriana?’, disse Darwin, ‘eis uma pergunta para a qual não posso dar uma resposta convincente’. Nem nós a podemos dar hoje”, disse Romer.

Alguns argúem que as rochas pré-cambrianas foram por demais alteradas, pelo calor e pela pressão, de modo a reter os elos fósseis, ou que nenhuma rocha foi depositada nos mares rasos, de modo a reter fósseis. “Nenhum destes argumentos se manteve de pé”, afirmam os evolucionistas Salvador E. Luria, Stephen Jay Gould e Sam Singer. Acrescentam: “Os geólogos descobriram muitos sedimentos pré-cambrianos inalterados, e eles não contêm quaisquer fósseis de organismos complexos.”

Estes fatos moveram o bioquímico D. B. Gower a comentar, conforme veiculado no Times do condado de Kent, Inglaterra: “O relato de Gênesis sobre a criação e a teoria da evolução não poderiam conciliar-se. Um tem de estar certo, e o outro errado. A estória dos fósseis concordava com o relato de Gênesis. Nas rochas mais antigas, não encontramos uma série de fósseis abrangendo as mudanças graduais desde as criaturas mais primitivas até as formas desenvolvidas, mas, antes, nas rochas mais antigas, surgiram subitamente espécies desenvolvidas. Entre cada espécie havia total ausência de fósseis intermediários.”

Concluiu o zoólogo Harold Coffin: “Caso fosse correta a evolução progressiva do simples para o complexo, poder-se-iam encontrar os ancestrais destas criaturas viventes completamente desabrochados no cambriano; mas, não foram encontrados, e os cientistas admitem que existe muito pouca perspectiva de serem algum dia encontrados. À base apenas destes fatos, à base do que realmente é encontrado na Terra, a teoria dum ato criativo súbito, em que as principais formas de vida foram estabelecidas, enquadra-se melhor.”

Contínuos Aparecimentos Súbitos, Poucas Mudanças

Nas camadas acima daquela explosão de vida do cambriano, é repetidamente o mesmo o testemunho dos fósseis: Novas espécies de animais e novas espécies de plantas surgem subitamente, sem nenhuma conexão com algo que existia antes delas. E, uma vez em cena, continuam a apresentar poucas mudanças. Declara The New Evolutionary Timetable (O Novo Cronograma Evolucionista): “A documentação [fóssil] revela agora que as espécies sobrevivem tipicamente por cem mil gerações, ou até um milhão ou mais, sem evoluir grandemente. . . . Depois de suas origens, a maioria das espécies experimenta diminuta evolução antes de se tornarem extintas.”

Para exemplificar, os insetos surgiram de forma súbita e abundante entre os fósseis, sem quaisquer ancestrais evolucionários. Nem se modificaram grandemente até os dias atuais. A respeito da descoberta de uma mosca fóssil rotulada como tendo “40 milhões de anos”, disse o dr. George Poinar Jr.: “A anatomia interna destas criaturas é notavelmente similar à que se encontra nas moscas atuais. As asas, as patas e a cabeça, e até as células internas, têm aspecto bem moderno.” E um informe do jornal The Globe and Mail (O Globo e o Correio), de Toronto, Canadá, comentava: “Em 40 milhões de anos de esforço para galgar a escada evolucionária, não fizeram quase que nenhum progresso discernível.”

Um quadro similar existe para as plantas. Nas rochas encontram-se folhas fossilizadas de muitas árvores e arbustos que mostram pouquíssima diferença das folhas de tais plantas atuais: carvalho, nogueira, hicória, videira, magnólia, palmeira e muitas outras. As espécies animais seguem o mesmo padrão. Os ancestrais das atualmente vivas surgem de forma súbita nos fósseis e eram muitíssimo parecidos com seus correspondentes vivos. Há muitas variações, mas todas são facilmente identificadas como a mesma “espécie”. A revista Discover (Descobrir) indica um exemplo: “O xifosuro . . . já existe na Terra, virtualmente inalterado, por 200 milhões de anos.” As que se tornaram extintas também seguiram o mesmo padrão. Os dinossauros, para exemplificar, surgem subitamente nos fósseis, sem nenhum elo com quaisquer ancestrais anteriores. Multiplicaram-se grandemente; daí, tornaram-se extintos.

Sobre este ponto, o Bulletin (Boletim) do Museu Field de História Natural, de Chicago, EUA, declara: “As espécies surgem mui subitamente na seqüência, apresentam pouca ou nenhuma alteração durante sua existência na documentação; daí, desaparecem abruptamente da documentação. E nem sempre é claro; com efeito, raramente é claro, que os descendentes eram realmente melhor adaptados que seus predecessores. Em outras palavras, o aprimoramento biológico é difícil de encontrar.”

Nenhuma Característica Transicional

Outra dificuldade para a evolução é o fato de que em parte alguma dos fósseis se encontram ossos ou órgãos parcialmente formados que poderiam ser considerados o início de nova característica. Por exemplo, existem fósseis de vários tipos de criaturas voadoras — aves, morcegos, pterodáctilos extintos. De acordo com a teoria evolucionista, deviam ter evoluído de ancestrais transicionais. Mas, não se encontrou nenhuma destas formas transicionais. Não existe nenhum indício delas. Existem quaisquer fósseis de girafas com pescoço tendo dois terços ou três quartos do comprimento do das atuais? Existem quaisquer fósseis de aves que evoluam um bico a partir duma queixada de réptil? Existe qualquer evidência fóssil de peixes que desenvolvem um pélvis anfíbio, ou de barbatanas de peixes que se transformam em pernas, pés e artelhos de anfíbios? A realidade é: a busca de tais características em desenvolvimento nos fósseis tem-se provado infrutífera.

A revista New Scientist observou que a evolução “prediz que uma documentação fóssil completa consistiria em linhagens de organismos que mostrassem contínua mudança gradual, por longos períodos de tempo”. Mas, admitiu: “Infelizmente, os fósseis não satisfazem esta expectativa, pois espécies individuais de fósseis raramente acham-se conectadas umas às outras por meio de conhecidas formas intermediárias. . . . espécies fósseis conhecidas realmente parecem não ter evoluído, mesmo no decorrer de milhões de anos.” E o geneticista Stebbins escreveu: “Não se conhecem formas transicionais entre quaisquer dos principais ramos de animais ou plantas.” Menciona “existirem grandes lacunas entre muitas das principais categorias de organismos”. “Com efeito”, admite The New Evolutionary Timetable, “os fósseis não documentam de forma convincente uma transição sequer de uma espécie em outra. Ademais, as espécies duraram por períodos surpreendentemente longos de tempo”. — Grifo acrescentado.

Isto concorda com o extensivo estudo feito pela Sociedade de Geologia de Londres e pela Associação de Paleontologia da Inglaterra. O professor de ciências naturais, John N. Moore, informou sobre os resultados: “Cerca de 120 cientistas, todos especialistas, prepararam 30 capítulos de monumental obra de mais de 800 páginas, para apresentar o registro fóssil das plantas e dos animais, divididos em cerca de 2.500 grupos. . . . Cada forma ou espécie principal de vegetal e animal é mostrada como tendo uma história separada e distinta de todas as demais formas ou espécies! Grupos, tanto de plantas como de animais, aparecem de súbito no registro fóssil. . . . Baleias, morcegos, cavalos, primatas, elefantes, lebres, esquilos, etc., todos são tão distintos em seu aparecimento inicial como o são agora. Não há um vestígio sequer de um ancestral comum, muito menos de um elo com qualquer réptil, o suposto progenitor.” Acrescentou Moore: “Não se encontraram quaisquer formas transicionais no registro fóssil, mui provavelmente, porque não existem de jeito nenhum formas transicionais no estágio fóssil. Mui provavelmente, as transições entre as espécies animais e/ou as transições entre as espécies vegetais, jamais ocorreram.”

Assim, o que era verdade nos dias de Darwin, é igualmente verídico nos dias atuais. A evidência dos fósseis ainda é como o zoólogo D’Arcy Thompson afirmou, há alguns anos, em seu livro On Growth and Form (Do Crescimento e da Forma): “A evolução darwiniana não nos ensinou de que modo as aves descenderam dos répteis, os mamíferos dos quadrúpedes mais primitivos, os quadrúpedes dos peixes, nem como o fizeram os vertebrados da estirpe dos invertebrados. . . . a procura de alpondras que levem através das lacunas interpostas é uma procura fútil, para sempre.”

Que Dizer do Cavalo?

No entanto, tem-se amiúde afirmado que pelo menos o cavalo constitui exemplo clássico, encontrado nos fósseis, de evolução. Como declara The World Book Encyclopedia (Enciclopédia do Livro Mundial): “Os cavalos constituem os exemplos mais bem documentados de desenvolvimento evolucionário.” As ilustrações disto começam com um animal bem pequenino e terminam com o grande cavalo atual. Mas, será que a evidência fóssil apóia realmente isto?

Comenta a Encyclopædia Britannica: “A evolução do cavalo jamais se deu em linha reta.” Em outras palavras, em parte alguma os fósseis mostram um gradual desenvolvimento de um pequeno animal em um grande cavalo. O evolucionista Hitching afirma sobre este mais destacado modelo evolucionista: “Outrora apresentado como simples e direto, é agora tão complicado que aceitar uma versão, em vez de outra, é mais uma questão de fé do que de escolha racional. Eohippus, supostamente o cavalo primitivo, e que os peritos afirmavam estar há muito extinto, só sendo por nós conhecido mediante os fósseis, pode, com efeito, estar vivo e passando bem, e não ser de forma alguma um cavalo — e sim um animal arisco, do tamanho da raposa, chamado de damã, que corre velozmente pelo matagal africano.”

Colocar o pequeno Eohippus como ancestral do cavalo é forçar a imaginação, especialmente em vista do que afirma The New Evolutionary Timetable: “Foi amplamente presumido que [o Eohippus] se havia transformado, de forma lenta, porém persistente, num animal mais plenamente eqüino.” Mas, será que os fatos comprovam tal suposição? “As espécies fósseis do [Eohippus] mostram pouca evidência de modificação evolucionária”, responde o livro. Admite, assim, a respeito dos fósseis: “Fracassam em documentar a plena história da família dos eqüinos.”

Desta forma, alguns cientistas afirmam agora que o pequeno Eohippus jamais foi um tipo de cavalo ou um ancestral de um. E cada tipo de fóssil colocado na linhagem do cavalo mostrava notável estabilidade, sem quaisquer formas transicionais entre ele e os outros julgados como seus ancestrais evolucionários. Nem nos deve surpreender que haja fósseis de cavalos de diferentes tamanhos e formas. Mesmo hoje em dia, os cavalos variam de pequeninos pôneis até os grandes cavalos de puxar arado. Todos constituem variedades da mesma família dos eqüinos.

O Que os Fósseis Realmente Afirmam

Quando deixamos que os fósseis falem, seu testemunho não se volta para a evolução. Antes, o testemunho dos fósseis se volta para a criação. Mostra que muitas espécies diferentes de coisas vivas surgiram subitamente. Ao passo que havia grande variedade dentro de cada espécie, estas não possuíam vínculos com ancestrais evolucionários antes delas. Nem possuíam vínculos evolucionários com diferentes espécies de coisas vivas que surgiram depois delas. Várias espécies de coisas vivas perduraram, por longos períodos de tempo, apresentando pouquíssima mudança, antes de algumas delas tornarem-se extintas, ao passo que outras ainda sobrevivem até os dias atuais.

“Não se pode considerar o conceito de evolução como forte explanação científica para a presença de diversas formas de vida”, conclui o evolucionista Edmund Samuel em seu livro Order: In Life (Ordem: Na Vida). Por que não? Acrescenta ele: “Nenhuma análise meticulosa de distribuição biogeográfica ou do registro fóssil pode apoiar diretamente a evolução.”

Evidentemente, o inquiridor imparcial seria levado a concluir que os fósseis não apóiam a teoria da evolução. Por outro lado, a evidência fóssil deveras fornece forte peso a favor dos argumentos da criação. Como declarou o zoólogo Coffin: “Para os cientistas seculares, os fósseis, evidência da vida no passado, constituem a última e derradeira corte de apelação, porque os fósseis são a única história autêntica da vida disponível à ciência. Se esta história dos fósseis não concorda com a teoria evolucionista — e vimos que não concorda — o que ela nos ensina? Ela nos diz que as plantas e os animais foram criados nas suas formas básicas. Os fatos básicos dos fósseis apóiam a criação e não a evolução.” O astrônomo Carl Sagan reconhece, candidamente, em seu livro Cosmos: “As evidências fósseis podem ser consistentes com a idéia de um Grande Projetista.” O artigo continua!